domingo, 21 de abril de 2013

Pronomes pessoais - Atividades de fixação


I-                   Lê este outro trecho da música “Estudo errado” de Gabriel Pensador:
(...) Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e consequências, só decoro os fatos
Desse jeito até história fica chato
Mas os velhos me disseram que o "porquê" é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente
Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente
E sei que o estudo é uma coisa boa
O problema é que sem motivação a gente enjoa (...)
(...)Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!
Ou que a minhoca é hermafrodita
Ou sobre a tênia solitária.
Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)

II-                Refletindo:
1-      Por que Juquinha afirma que o tratam como “ameba”?
2-      Comenta este trecho da letra da música: “Não aprendo as causas e consequências só decoro os fatos”.
3-      O que Juquinha quis dizer com “Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente”?
4-      “O problema é que sem motivação a gente enjoa (...)” Tu concordas com Juquinha? Por quê?

III-             Marca a resposta certa:
1-      Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino”. Assinala a alternativa que classifica corretamente os pronomes em destaque neste trecho do texto:
a)      Eles é pronome reto porque é sujeito da oração e “eu” é oblíquo porque exerce a função de complemento;
b)      Eles é oblíquo porque exerce a função de complemento e “eu” é reto porque exerce a função de sujeito;
c)      Ambos os pronomes são retos porque exercem função de sujeito das orações;
d)      Ambos os pronomes são oblíquos porque exercem função de complemento.

2-      “Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste”. Assinala a alternativa que classifica corretamente o pronome  em destaque:
a)      O pronome “me” é reto, porque exerce a função de sujeito da oração;
b)      O pronome “me” é oblíquo e exerce a função de objeto direto do verbo “ensinar”;
c)      O pronome “me” é oblíquo e exerce a função de objeto indireto do verbo “ensinar”;
d)      O pronome “me” é oblíquo e exerce a função de complemento nominal.

IV-             A tira abaixo serve de base para as questões 1 e 2:

1-      A tira apresenta a cena da vida de um casal. Descreve o que está acontecendo.
2-      Há, no texto, várias ocorrências de pronomes pessoais. Destaca-os.
a)      O uso de pronomes de 1ª pessoa, associado ao verbo aguentar indica um pressuposto sobre a personalidade da personagem masculina. Que pressuposto  é esse e de que forma o uso dos pronomes contribui para explicitá-lo?
b)      A fala do homem é apresentada como um argumento para que a mulher não vá embora. O uso de um determinado pronome, porém, revela por que esse argumento é absurdo. Destaca esse pronome e explica por que o “argumento” apresentado pode ter o efeito contrário do pretendido.

3-      No trecho “Você não me aguenta mais”? O pronome em destaque é:
a)      Reto, porque exerce a função de sujeito da oração;
b)      Oblíquo e exerce a função de objeto direto do verbo “aguentar”;
c)      Oblíquo e exerce a função de objeto indireto do verbo “aguentar”;
d)      Oblíquo e exerce a função de complemento nominal.

4-      Na fala do homem “...nem eu me aguento...” O pronome em destaque é:
a)      Reto, porque exerce a função de sujeito da oração;
b)      Reflexivo, porque indica que o sujeito pratica e sofre a ação expressa pelo verbo;
c)      Recíproco, porque expressa uma ação mútua;
d)      Pronome apassivador.

V-     Lê este diálogo entre um pai e um filho adolescente:
                  “- Hoje em dia, por causa dessa praga da internet, os jovens não se conhecem mais, nem mesmo se compreendem! É lamentável! – diz o pai.
                     - Ah... paizão, não é assim não... Eu, por exemplo, me conheço muito bem e me compreendo perfeitamente. – conclui o filho”.

1-      Qual a tua opinião sobre o trecho acima?
2-      Segundo o pai, a internet interfere no processo de autoconhecimento e compreensão pessoal. O que tu pensas sobre isso?
3-      O que reflete a fala do filho?
4-      Em relação aos pronomes “se” e “me” presentes nessas falas, identifica a afirmação correta:
a)      O pai pretendeu dar ao pronome “se” o sentido de reflexividade, significando reflexividade, significando  “a si mesmos”;
b)      O filho interpreta o pronome “se” com sentido de reciprocidade, equivalendo, portanto, à expressão “um ao outro”;
c)      Tanto na fala do pai, quanto na do filho, o pronome “se” tem valor reflexivo, significando “a si mesmos”;
d)      O pai emprega a forma “se” com sentido de reciprocidade; o filho atribui a esse pronome o sentido de reflexividade.

           VI-                 Reescreve a frase abaixo, substituindo o pronome “você” pelo pronome “tu”:
                “Já que entre mim e você na há mais confiança, é melhor que você se prepare para viver sozinho”.
  
           VII-        Lê:
                “No discurso de posse, tu deves reafirmar que não te esquecerás dos compromissos que assumiste com teus colaboradores’.
              Fazendo as adaptações necessárias, reescreve a frase substituindo o pronome “tu” por “Vossa Excelência”

 VIII-    Assinala a alternativa em que há ERRO quanto ao uso do pronome pessoal:
a)      O carteiro entregou o telegrama para mim.
b)      Trouxeste o livro para eu ler?
c)      Para mim ler isso, preciso pôr os óculos.
d)      Para mim, ler à noite é um sacrifício.

             IX-    Assinala a alternativa correta  quanto ao uso do pronome pessoal:
a)      Ontem aconteceu uma discussão entre eu e ela.
b)      Entre eu e ela não há mais nada.
c)      Sem mim, eles não iriam ao escritório.
d)      Sem mim autorizar, eles não iriam ao escritório.

                  X- Observa: 

1- O humor da tira decorre da reação de uma das cobras com relação ao uso de pronome pessoal reto, em vez de pronome oblíquo. De acordo com a norma padrão da língua, esse uso é inadequado, pois:
            a)  contraria o uso previsto para o registro oral da língua.
            b) contraria a marcação das funções sintáticas de sujeito e objeto.
            c) gera inadequação na concordância com o verbo.
            d) gera ambiguidade na leitura do texto.
 (ENEM 2011)
                    2-   Em “Vamos arrasar eles” o falante usa:
                        a)      Língua culta                                                   c) gíria
                        b)      Língua coloquial                                            d) regionalismo

          3-   Reescreve a fala da cobra no segundo quadrinho “Vamos arrasar eles” adequando à norma culta:

          XI- Agora que já exploramos bastante a letra da música do Gabriel Pensador “Estudo errado”, proponho que produzas um texto  abordando alguns aspectos citados pelo compositor. Explora, especialmente a dupla possibilidade de sentido do título.
Escreve, revisa, reescreve e depois que julgares que o teu texto está pronto, analisa a presença de pronomes pessoais.
Empregaste estes pronomes no texto? O que aparece mais: pronomes pessoais retos ou oblíquos?
O que trabalhamos nas aulas contribuiu para a produção do texto? Justifica.





terça-feira, 16 de abril de 2013

Trabalhando com HQ - Parte II


 Boa tarde, alunos da 80!

                  Com esta atividade no blog,  vocês terão a oportunidade  de conhecer vários ambientes virtuais que exploram o universo dos quadrinhos.
         Durante os meses de março e abril, trabalhamos com muitos tipos de quadrinhos e aprendemos bastante, como o uso da linguagem não verbal, as metáforas visuais, onomatopeias e tantos outros recursos utilizados nas HQs.
            Agora, vamos sair do livro didático e dos gibis que lemos em aula, vamos conhecer um pouco do que há na internet sobre o tema que estamos trabalhando.
                  Mão à obra!!!
             Inicialmente explorem este universo riquíssimo visitando os espaços sugeridos abaixo:

            Muito bem, depois desta viagem, aterrissem! É hora de voltar ao trabalho...
      Voltem ao "Blog das tirinhas" e observem que eles fazem postagens por personagem, escolham um personagem da preferência de vocês (Mafalda, Hagar, Garfield, etc), cliquem no link que os levará à página que escolheram. Ao visualizarem a tirinha, sigam o roteiro abaixo:
1- Leiam com atenção a tirinha.
2- Observem o uso da linguagem verbal e da linguagem não verbal.
3- Há onomatopeias? Linhas de expressão? E metáforas visuais?
4- Façam uma resenha da tirinha escolhida por vocês.

           Agora, leiam a historinha abaixo:
 
1- Observa nos quadrinhos, as expressões faciais do Cebolinha. O que elas expressam?
2- Observa o uso da linguagem não verbal e o contexto em que ocorre a historinha e indica:
a) Os interlocutores nessa situação de comunicação.
b) O contexto em que ocorre a situação.
c) Há onomatopeias? Em que quadrinhos? O que elas indicam?
d) Há linhas de movimento? Em que quadrinhos? O que elas indicam?
e) Há linguagem verbal? Justifica.
3- Observa o último quadrinho: o que indica a expressão facial do Cascão? E a do Cebolinha?

        Para concluir, façam um comentário sobre esta atividade no espaço destinado aos comentários e enviem o trabalho  desenvolvido nesta aula para: criajeronimo@gmail.com

     Obrigada por realizarem esta atividade com entusiasmo, aguardo ansiosa o resultado do trabalhos de vocês!
                                                                     Professora Sônia 


quinta-feira, 4 de abril de 2013

Resenhando...Turma 80

Boa tarde, turma 80!
          Para garantir a produção de um trabalho de qualidade dentro da proposta de produção de resenhas a partir da leitura de HQs, sugiro que assistam aos vídeos e leiam os textos disponíveis neste post.

Crítica: As aventuras de Pi




Crítica: Amanhecer - parte 2



Exemplos de resenha:
O artista - por Rod Carvalho
O artista - Por Ana Paula Sousa
Resenha de história em quadrinhos: Taikodom Eterno Retorno
Modelos de resenha

         Agora, chegou o momento da reescrita. Leiam os trabalhos que produziram em aula e, com base em todas as informações que receberam sobre o gênero "resenha", reescrevam os textos.
Sei que produzirão ótimos trabalhos!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Pronomes - Parte I


PRONOMES
Observa as palavras em destaque nos trechos da música:
- Ué, não te ensinaram? (verso 2)
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil (verso 3)
Não errei nenhuma questão (verso 12)
Decoreba: esse é o método de ensino (verso 19)

Algumas destas palavras substituem outras (Ué, não te ensinaram?), outras acompanham um substantivo (Não errei nenhuma questão).
Pronome é a palavra que acompanha ou substitui o nome.
Os pronomes que substituem um substantivo são chamados de pronomes substantivos e quando acompanham um substantivo, são chamados de pronomes adjetivos.
A palavra “te” é um pronome pessoal obliquo. As palavras “eles” e “eu” são pronomes pessoais retos. Esses três pronomes substituem nomes, por isso são pronomes substantivos.
A palavra “nenhuma” é um pronome indefinido e está relacionada à palavra “questão”. A palavra “esse” é um pronome demonstrativo e está relacionada ao substantivo “método”. Ambas são pronomes adjetivos, porque acompanham os substantivos “questão” e “método”
            Dependendo do papel que desempenham, os pronomes subdividem-se em seis grupos:
1-      Pronomes pessoais
2-      Pronomes possessivos
3-      Pronomes demonstrativos
4-      Pronomes indefinidos
5-      Pronomes relativos
6-      Pronomes interrogativos
Classificação dos pronomes:
1-      Pronomes pessoais-  são os pronomes que representam as três pessoas do discurso.
Observa como se apresentam e quais são os pronomes pessoais:
Ø  O emissor ou locutor (quem fala) – 1ª pessoa: eu (singular), nós (plural)
Exemplos: Eu adorei a música “Estudo errado”  Nós copiamos o texto.
Ø  O receptor ou interlocutor (com quem se fala) – 2ª pessoa: tu, você (singular), nós, vocês (plural)
Exemplos: Tu gostaste desta aula?                                             Você gostou desta aula?
                   Vós gostastes da aula?                                             Vocês gostaram da aula?
Ø  O assunto ou referente (do que ou de quem se fala) – 3ª pessoa: ele, ela (singular), eles, elas (plural)
Exemplos: Ele tirou dez na prova.                                  Eles tiraram dez na prova.
       Os pronomes pessoais dividem-se em:
a)      Retos: Exercem a função de sujeito, predicativo do sujeito ou vocativo da oração.
b)      Oblíquos: Exercem, na oração, a função de objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, adjunto adverbial ou agente da passiva.
Exemplos:  Eu entreguei a letra da música a ela.
              pronome reto                                   pronome oblíquo
                   sujeito                                               objeto indireto
Nota, pelos exemplos, que a classificação de uma forma pronominal como pronome reto ou oblíquo não é fixa, depende da função que o pronome exerce na frase. No quadro abaixo, encontram-se as diferentes formas de pronomes pessoais e as funções (sujeito ou complemento) que eles podem exercer.


CASO RETO
Função de sujeito
CASO OBLÍQUO
(Função de complemento)
Grupo 1
Sem preposição
Grupo 2
Com preposição
Singular
eu
me
mim, comigo
tu
você
te
você, se, o/a, lhe
ti, contigo
si, você, consigo
ele / ela
se, o/a, lhe
si, ele/ela, consigo
Plural
nós
nos
nós, conosco
vós
vocês
vos
vocês, se, os/as, lhes
vós convosco
si, vocês, consigo
eles / elas
se, os/as, lhes
si, eles/elas, consigo

Principais empregos dos pronomes pessoais:
  • Pode-se empregar o pronome pessoal “tu” ou os pronomes de tratamento (você, senhor(a), Vossa Excelência...) como 2ªs pessoas do discurso, de acordo com o grau de formalidade da situação.
Nas situações informais, nota-se uma preferência pelo uso do “tu” em algumas regiões do país, em outras a preferência é pelo uso do “você”. A gramática normativa recomenda não se misturar as formas de tratamento: se usarmos “tu”, a concordância será na 2ª pessoa, com “você”, a concordância será na 3ª pessoa. Na linguagem coloquial é comum encontrarmos usos deste tipo.
Exemplos:
Preciso te ver, vou lhe explicar tudo. (2ª pessoa “tu”, concordância na 3ª pessoa) (língua coloquial)
Preciso te ver, vou te explicar tudo. (2ª pessoa “tu”, concordância na 2ª pessoa) (língua culta)
Preciso vê-lo, vou lhe explicar tudo. (2ª pessoa “você”, concordância na 3ª pessoa) (língua culta)
  • Os pronomes pessoais “eu” e “tu” não podem vir antecedidos de preposição, devendo ser substituídos pelos pronomes oblíquos “mim” e “ti”.
As ordens foram dadas a mim e a ti.
Nada acabou entre mim e ti.
  • É recomendável o emprego de “eu” e “tu” (você, o senhor) quando o pronome estiver antecedido por preposição e funcionar como sujeito da oração. Nesse caso o pronome reto é seguido de um verbo no infinitivo.
    O guarda pediu para eu retirar o veículo.
  • Os pronomes ele(s), ela (s), nós e vós serão oblíquos quando empregados como complementos de um verbo e vierem precedidos de preposição.                                                                             A planta da casa foi feita por ele.                                                                                                                                                                 
  • Os pronomes pessoais do caso reto podem se contrair com as preposições “de” e “em”.                     O terno ficou bem nele.                         Eu continuo amigo dela.
  • Se os pronomes pessoais do caso reto ele(s), ela (s) estiverem funcionando como sujeito e houver uma preposição antes deles, não ocorrerá contração.                                                                       Chegou o dia de ele voltar as atividades.                  Esta é a vez de eles pagarem o aluguel.   
  • Chamam-se pronomes reflexivos os pronomes pessoais oblíquos átonos que se referem ao sujeito da oração.                                                                                                                                          Ela se ergueu do sofá.                                          Eu me machuquei na piscina.                                          
  • Os pronomes pessoais oblíquos tônicos si e consigo também são empregados como pronomes pessoais reflexivos e funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa, cujo sujeito também é da 3ª pessoa.                                                                                                                     O vendedor aproximou-se e trouxe consigo as caixas de sapato.                                                   sujeito                       verbos – 3ª pessoa        complemento (pronome pessoal reflexivo)
  • Os pronomes oblíquos nos, vos e se recebem o nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação mútua ou recíproca.                                                                                                           Nós nos ajudamos na época.                                 Os atletas se cumprimentaram.                                
  • Os pronomes pessoais oblíquos o(s), a(s) são substituídos pelas formas lo(s), la(s), respectivamente, quando vêm depois de formas verbais terminadas em -r, -s e -z, as quais perdem estas terminações. Decidiu esperá-lo mais um pouco.                O curso fê-las mais preparadas.                                                 
  • As formas pronominais no(s), na(s) são empregadas após as formas verbais terminadas em -m, -ão, -õe, que não perdem estas terminações.                                                                              Reencontraram-nas em casa.                               Os pais dão-no como aprovado.                             
  • Os pronomes oblíquos lhe(s), quando colocados depois de formas verbais terminadas em -s, não modificam estas formas.                                                                                                                Nós enviamos-lhe a proposta por Sedex.
  • O verbo perde a terminação -s quando vier seguido do pronome oblíquo nos, na 1ª pessoa do plural. 
     Logo tornamo-nos bons amigos. 
  • As formas pronominais oblíquas comigo, contigo, conosco e convosco trazem a preposição com em sua composição e, portanto, funcionam como objetos indiretos.                                                Os documentos estavam comigo.                        As crianças ficaram conosco.                                                                    
  • As expressões com nós e com vós podem ser usadas quando seguidas uma palavra de reforço. (ambos, mesmos, dois...)                                                                                                                  O grupo viajará com nós dois.
  • Os pronomes oblíquos tônicos vêm sempre antecedidos de preposição.                                           O passeio foi feito sem mim.                                Não coube em si de tanta alegria.                      
  • Emprega-se o pronome oblíquo como sujeito quando houver um dos seguintes verbos: deixar, fazer, ouvir, mandar, sentir e ver, seguido de um verbo no infinitivo. Nesse caso o pronome oblíquo será sujeito desse infinitivo.                                                                                  Deixe-me falar com calma.                                                Mandou-me apressar.                             


Pronomes oblíquos na função de objeto
Quando atuam como objeto, alguns pronomes oblíquos têm função sintática fixa (objeto direto ou objeto indireto); outros têm sua função definida pela transitividade do verbo ao qual servem de complemento. Observa:
Grupo  1: o, a, os, as
Funcionam exclusivamente como objeto direto.
Ex: Aqui todos o conhecem muito bem.
                              OD    VTD (Conhecem quem? Ele.)

Grupo  2: lhe, lhes
Funcionam exclusivamente como objeto indireto.
Ex: Todos lhe obedeciam sem vacilar, porque ele era autoritário.
                       OI    VTI (Obedeciam a quem? A ele.)

Grupo  3: Todos os demais oblíquos (me, mim, te, nos, etc)
Variam de função, dependendo do verbo para o qual servem de objeto. Assim:
Objeto direto: Quando relacionados a um VTD (verbo transitivo direto) ou a um VTDI (verbo transitivo direto e indireto)
Ex: Aqui todos nos conhecem muito bem.
                                  OD    VTD (Conhecem quem? Nós.)

Objeto indireto: Quando relacionados a um VTI (verbo transitivo indireto) ou a um VTDI (verbo transitivo direto e indireto)
Ex: Ela nos enviou os documentos.
                 OI    VTDI (enviar alguma coisa a alguém)

Pronomes oblíquos na função  de adjuntos adnominais
Os pronomes que funcionam como adjunto adnominal são: me, te, lhe, nos, vos, lhes.
Os pronomes acima são adjuntos adnominais quando indicarem posse (algo de alguém).
Ex: Quando Clodoaldo morreu, Soraia recebeu-lhe a herança. (a herança dele)
      Roubaram-me os documentos. (os documentos de alguém - meus)

Pronomes oblíquos na função  de  complemento nominal
Os pronomes que funcionam como complemento nominal são: me, te, lhe, nos, vos, lhes.
Os pronomes acima são complementos nominais quando complementarem o sentido de adjetivos, advérbios ou substantivos abstratos. (algo a alguém, não provindo a preposição de um verbo).
Ex: Tenha-me respeito. (respeito a alguém)
                    É-me difícil suportar tanta dor. (difícil a alguém)

 

Parte Integrante do Verbo

Os pronomes parte integrante do verbo são: me, te, se, nos, vos.
São parte integrante de verbo pronominal, aquele que não se conjuga sem o pronome. São exemplos de verbos pronominais: suicidar-se, queixar-se, arrepender-se...
Ex: Queixei-me de Pedro por ter atrapalhado o nosso trabalho.
      Arrependam-se, pecadores!
Partícula Expletiva
Os pronomes que são partículas expletivas, ou partícula de realce são: me, te, se, nos, vos.
Ocorre a partícula de realce com verbo intransitivo, com sujeito claro. Esse pronome pode ser retirado da frase, sem prejuízo de significado.
Ex: João foi-se embora.
      Maria morria-se de ciúmes da cunhada.





domingo, 31 de março de 2013

Estudo Errado - Parte II

     Conforme combinado com as turmas 200 e 201, continuamos com as atividades que envolvem a música "Estudo errado" de Gabriel Pensador.


                                                I.                        Leitura silenciosa e oral  do 2º trecho da letra da música “Estudo Errado”:

(...) Na hora do jornal eu desligo porque eu nem sei o que é inflação
- Ué, não te ensinaram?
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil
Em vão, pouco interessantes, eu fico pu..
Tô cansado de estudar, de madrugar, que sacrilégio
(Vai pro colégio!!!)
Então eu fui relendo tudo até a prova começar
Voltei louco pra contar:
Manhê! Tirei um dez na prova
Me dei bem tirei um cem e eu quero ver quem me reprova
Decorei toda lição
Não errei nenhuma questão
Não aprendi nada de bom
Mas tirei dez (boa filhão!)
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi
Decoreba: esse é o método de ensino

                              II.         Refletindo:
1-      Por que o Juquinha desliga a televisão na hora do jornal?
2-      Relê os versos três e quatro e comenta a opinião do Juquinha sobre o que lhe ensinam no colégio?
3-      E qual a tua opinião sobre o que te ensinam no colégio?
4-      Por que Juquinha voltou feliz para casa (verso 9)?
5-      Qual a reação dos pais de Juquinha quando ele conta que tirou “dez”?
6-      Segundo o relato de Juquinha, os pais se importam com o fato de ele não ter aprendido nada? Justifica tua resposta.
7-      Comenta estes trechos do texto: “Quase tudo que aprendi, amanhã eu já esqueci /
Decorei, copiei, memorizei, mas não entendi...”
8-      Tu achas que o que acontece com Juquinha acontece também em nossa escola? Justifica.
9-      Juquinha finaliza este trecho dizendo que “decoreba” é o método de ensino aplicado na escola em que ele estuda.
a)      O que é decoreba?
b)      O que tu pensas sobre esse método? Ele é eficaz? Justifica.
c)      Esse método é utilizado também em nossa escola? Comenta.
10-  De que forma a escola deve trabalhar para que não ocorra o que Juquinha relata nos versos 15 e 16?


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