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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Seminário Integrado de Língua Portuguesa - Turmas 200 e 201

       Iniciamos as aulas de Seminário Integrado de Língua Portuguesa nos 2ºs anos do Ensino Médio, analisando os princípios orientadores do Ensino Médio Politécnico.
        Os alunos se organizaram em grupos e apresentaram os trabalhos.


1- Interdisciplinaridade

         A interdisciplinaridade implica a existência de um conjunto de disciplinas interligadas e com relações definidas, que evitam desenvolver as suas atividades de forma isolada, que se apresenta como um meio, eficaz, de articulação do estudo da realidade e produção de conhecimento com vista à transformação.
       Traduz-se na possibilidade real de solução de problemas, dando significado ao conhecimento que irá possibilita a intervenção para a mudança de uma realidade.
       O trabalho interdisciplinar, como estratégia metodológica, viabiliza o estudo da temáticas transversalizadas, o qual alia a teoria e prática.
        Com as vivências do ensino politécnico, o ano passado foi muito bom, para nos ajudar a aprofundar mais sobre os assuntos , o que aprendemos no dia-a-dia, o lado bom de tudo isso é que é implantado em todas as matérias o assunto estudado, isso facilita na hora das notas, de pôr em pratica o trabalho, enfim em tudo. Esperamos que esse ano seja ainda melhor e que continuemos aprendendo ainda mais, sobre o que está sendo estudado.

Turma 200:
Andrei Veiga
Bianca de Morais 
Lauane  Legel
Jerlani Klein
Kaiele da Silva
Marcella Fonseca 

 Turma 201
Juliana Acosta
Elsongiã da Silva
Rafaela Gonçalves
Raquel Oliveira

       Ótimo trabalho apresentado pelos grupos. Esperamos corresponder às expectativas de vocês, que possamos fazer da interdisciplinaridade, não apenas um princípio do EMP, mas uma prática no cotidiano de nossa escola.

2- Avaliação emancipatória:



Turma 200
Lorhany Farias
Graziele Machado
Quelen Costa
Sarah Pagalday
Thalia da Rosa
Thalya Farias

Turma 201
Camila Martins
Fernando Jacob
Igor Simões
Jean Marques
Matheus Vargas
Saimon Lima



3- Pesquisa



 Turma 200
Sandria Deamici
Katia Farias
Murielle de Lima
Caroline França
Maria EduardaAzambuja
Taíne da Cunha
Nayaranna Pereira
Hallana Oliveira
Diúlia Bitencourt

Turma 201
Juliane Rosso
Samila Duarte
Anderson Segui
Matheus Lopes

4- Seminário Integrado


O que é ?
  • Eixo articulador e problematizador do currículo escolar como forma de apropriação da realidade ;
  • Espaço de articulação dos conhecimentos e realidades sociais com formas, construindo-se por essência o exercício da interdisciplinaridade;
  • Espaço de produção de conhecimento por meio de postura investigativa;
A que se destina?
  • Possibilitar o diálogo entre os demais componentes curriculares, consolidando as relações , teoria – prática e parte-totalidade;
  • Consolidar a proposta curricular interdisciplinar, como prática coletiva de professores e alunos;
  • Possibilitar a ampliação dos diálogos ultrapassando os limites da escola;
Como se constitui:
  • Por projetos e pesquisas nas quais se articulam temas diversificados;
  • Professores e alunos organizam leituras, desenvolvem os caminhos metodológicos e a realização da investigação;
  • O espaço de estudo de forma ampla: escola, sala de aula, cidade, locais de trabalhos, etc.
  • Possibilidades de intervenção na realidade, pela contextualização e significado dos conhecimentos construídos;
Como pode ser organizado
  • Por eixos conceituais: cultura, tecnologia e trabalho . Infraestrutura, solidariedade, organização, social, etc.
Linhas de pesquisa
  • A função social da arte em distintas instituições/localidades/épocas ;
  • Até que ponto os modelos democráticos e participativos de organização resultam melhoria da qualidade de vida.
  • A forma de utilização da matemática na vida de cada um e no mundo do trabalho. Produz soluções diferentes para questões cotidianas.
  • Impactos ambientais e implantação de estratégias de conservação da biodiversidade regional .
      A turma 201, após a apresentação desta parte teórica, mostrou um vídeo desenvolvido por eles no ano de 2012, durante as atividades de preparação e apresentação do seminário.

Turma 200
Karoline Souza
Rúbia Lopes

Turma 201
Altair Barbosa
Aline Silveira
Alda da Silva
Jéssica da Silva
Milena Ferreira







domingo, 21 de abril de 2013

Pronomes pessoais - Atividades de fixação


I-                   Lê este outro trecho da música “Estudo errado” de Gabriel Pensador:
(...) Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino
Não aprendo as causas e consequências, só decoro os fatos
Desse jeito até história fica chato
Mas os velhos me disseram que o "porquê" é o segredo
Então quando eu num entendo nada, eu levanto o dedo
Porque eu quero usar a mente pra ficar inteligente
Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente
E sei que o estudo é uma coisa boa
O problema é que sem motivação a gente enjoa (...)
(...)Eu gosto dos professores e eu preciso de um mestre
Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste
- O que é corrupção? Pra que serve um deputado?
Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso!
Ou que a minhoca é hermafrodita
Ou sobre a tênia solitária.
Não me faça decorar as capitanias hereditárias!! (...)

II-                Refletindo:
1-      Por que Juquinha afirma que o tratam como “ameba”?
2-      Comenta este trecho da letra da música: “Não aprendo as causas e consequências só decoro os fatos”.
3-      O que Juquinha quis dizer com “Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou gente”?
4-      “O problema é que sem motivação a gente enjoa (...)” Tu concordas com Juquinha? Por quê?

III-             Marca a resposta certa:
1-      Eles me tratam como ameba e assim eu não raciocino”. Assinala a alternativa que classifica corretamente os pronomes em destaque neste trecho do texto:
a)      Eles é pronome reto porque é sujeito da oração e “eu” é oblíquo porque exerce a função de complemento;
b)      Eles é oblíquo porque exerce a função de complemento e “eu” é reto porque exerce a função de sujeito;
c)      Ambos os pronomes são retos porque exercem função de sujeito das orações;
d)      Ambos os pronomes são oblíquos porque exercem função de complemento.

2-      “Mas eu prefiro que eles me ensinem alguma coisa que preste”. Assinala a alternativa que classifica corretamente o pronome  em destaque:
a)      O pronome “me” é reto, porque exerce a função de sujeito da oração;
b)      O pronome “me” é oblíquo e exerce a função de objeto direto do verbo “ensinar”;
c)      O pronome “me” é oblíquo e exerce a função de objeto indireto do verbo “ensinar”;
d)      O pronome “me” é oblíquo e exerce a função de complemento nominal.

IV-             A tira abaixo serve de base para as questões 1 e 2:

1-      A tira apresenta a cena da vida de um casal. Descreve o que está acontecendo.
2-      Há, no texto, várias ocorrências de pronomes pessoais. Destaca-os.
a)      O uso de pronomes de 1ª pessoa, associado ao verbo aguentar indica um pressuposto sobre a personalidade da personagem masculina. Que pressuposto  é esse e de que forma o uso dos pronomes contribui para explicitá-lo?
b)      A fala do homem é apresentada como um argumento para que a mulher não vá embora. O uso de um determinado pronome, porém, revela por que esse argumento é absurdo. Destaca esse pronome e explica por que o “argumento” apresentado pode ter o efeito contrário do pretendido.

3-      No trecho “Você não me aguenta mais”? O pronome em destaque é:
a)      Reto, porque exerce a função de sujeito da oração;
b)      Oblíquo e exerce a função de objeto direto do verbo “aguentar”;
c)      Oblíquo e exerce a função de objeto indireto do verbo “aguentar”;
d)      Oblíquo e exerce a função de complemento nominal.

4-      Na fala do homem “...nem eu me aguento...” O pronome em destaque é:
a)      Reto, porque exerce a função de sujeito da oração;
b)      Reflexivo, porque indica que o sujeito pratica e sofre a ação expressa pelo verbo;
c)      Recíproco, porque expressa uma ação mútua;
d)      Pronome apassivador.

V-     Lê este diálogo entre um pai e um filho adolescente:
                  “- Hoje em dia, por causa dessa praga da internet, os jovens não se conhecem mais, nem mesmo se compreendem! É lamentável! – diz o pai.
                     - Ah... paizão, não é assim não... Eu, por exemplo, me conheço muito bem e me compreendo perfeitamente. – conclui o filho”.

1-      Qual a tua opinião sobre o trecho acima?
2-      Segundo o pai, a internet interfere no processo de autoconhecimento e compreensão pessoal. O que tu pensas sobre isso?
3-      O que reflete a fala do filho?
4-      Em relação aos pronomes “se” e “me” presentes nessas falas, identifica a afirmação correta:
a)      O pai pretendeu dar ao pronome “se” o sentido de reflexividade, significando reflexividade, significando  “a si mesmos”;
b)      O filho interpreta o pronome “se” com sentido de reciprocidade, equivalendo, portanto, à expressão “um ao outro”;
c)      Tanto na fala do pai, quanto na do filho, o pronome “se” tem valor reflexivo, significando “a si mesmos”;
d)      O pai emprega a forma “se” com sentido de reciprocidade; o filho atribui a esse pronome o sentido de reflexividade.

           VI-                 Reescreve a frase abaixo, substituindo o pronome “você” pelo pronome “tu”:
                “Já que entre mim e você na há mais confiança, é melhor que você se prepare para viver sozinho”.
  
           VII-        Lê:
                “No discurso de posse, tu deves reafirmar que não te esquecerás dos compromissos que assumiste com teus colaboradores’.
              Fazendo as adaptações necessárias, reescreve a frase substituindo o pronome “tu” por “Vossa Excelência”

 VIII-    Assinala a alternativa em que há ERRO quanto ao uso do pronome pessoal:
a)      O carteiro entregou o telegrama para mim.
b)      Trouxeste o livro para eu ler?
c)      Para mim ler isso, preciso pôr os óculos.
d)      Para mim, ler à noite é um sacrifício.

             IX-    Assinala a alternativa correta  quanto ao uso do pronome pessoal:
a)      Ontem aconteceu uma discussão entre eu e ela.
b)      Entre eu e ela não há mais nada.
c)      Sem mim, eles não iriam ao escritório.
d)      Sem mim autorizar, eles não iriam ao escritório.

                  X- Observa: 

1- O humor da tira decorre da reação de uma das cobras com relação ao uso de pronome pessoal reto, em vez de pronome oblíquo. De acordo com a norma padrão da língua, esse uso é inadequado, pois:
            a)  contraria o uso previsto para o registro oral da língua.
            b) contraria a marcação das funções sintáticas de sujeito e objeto.
            c) gera inadequação na concordância com o verbo.
            d) gera ambiguidade na leitura do texto.
 (ENEM 2011)
                    2-   Em “Vamos arrasar eles” o falante usa:
                        a)      Língua culta                                                   c) gíria
                        b)      Língua coloquial                                            d) regionalismo

          3-   Reescreve a fala da cobra no segundo quadrinho “Vamos arrasar eles” adequando à norma culta:

          XI- Agora que já exploramos bastante a letra da música do Gabriel Pensador “Estudo errado”, proponho que produzas um texto  abordando alguns aspectos citados pelo compositor. Explora, especialmente a dupla possibilidade de sentido do título.
Escreve, revisa, reescreve e depois que julgares que o teu texto está pronto, analisa a presença de pronomes pessoais.
Empregaste estes pronomes no texto? O que aparece mais: pronomes pessoais retos ou oblíquos?
O que trabalhamos nas aulas contribuiu para a produção do texto? Justifica.





terça-feira, 2 de abril de 2013

Pronomes - Parte I


PRONOMES
Observa as palavras em destaque nos trechos da música:
- Ué, não te ensinaram? (verso 2)
- Não. A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil (verso 3)
Não errei nenhuma questão (verso 12)
Decoreba: esse é o método de ensino (verso 19)

Algumas destas palavras substituem outras (Ué, não te ensinaram?), outras acompanham um substantivo (Não errei nenhuma questão).
Pronome é a palavra que acompanha ou substitui o nome.
Os pronomes que substituem um substantivo são chamados de pronomes substantivos e quando acompanham um substantivo, são chamados de pronomes adjetivos.
A palavra “te” é um pronome pessoal obliquo. As palavras “eles” e “eu” são pronomes pessoais retos. Esses três pronomes substituem nomes, por isso são pronomes substantivos.
A palavra “nenhuma” é um pronome indefinido e está relacionada à palavra “questão”. A palavra “esse” é um pronome demonstrativo e está relacionada ao substantivo “método”. Ambas são pronomes adjetivos, porque acompanham os substantivos “questão” e “método”
            Dependendo do papel que desempenham, os pronomes subdividem-se em seis grupos:
1-      Pronomes pessoais
2-      Pronomes possessivos
3-      Pronomes demonstrativos
4-      Pronomes indefinidos
5-      Pronomes relativos
6-      Pronomes interrogativos
Classificação dos pronomes:
1-      Pronomes pessoais-  são os pronomes que representam as três pessoas do discurso.
Observa como se apresentam e quais são os pronomes pessoais:
Ø  O emissor ou locutor (quem fala) – 1ª pessoa: eu (singular), nós (plural)
Exemplos: Eu adorei a música “Estudo errado”  Nós copiamos o texto.
Ø  O receptor ou interlocutor (com quem se fala) – 2ª pessoa: tu, você (singular), nós, vocês (plural)
Exemplos: Tu gostaste desta aula?                                             Você gostou desta aula?
                   Vós gostastes da aula?                                             Vocês gostaram da aula?
Ø  O assunto ou referente (do que ou de quem se fala) – 3ª pessoa: ele, ela (singular), eles, elas (plural)
Exemplos: Ele tirou dez na prova.                                  Eles tiraram dez na prova.
       Os pronomes pessoais dividem-se em:
a)      Retos: Exercem a função de sujeito, predicativo do sujeito ou vocativo da oração.
b)      Oblíquos: Exercem, na oração, a função de objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, adjunto adverbial ou agente da passiva.
Exemplos:  Eu entreguei a letra da música a ela.
              pronome reto                                   pronome oblíquo
                   sujeito                                               objeto indireto
Nota, pelos exemplos, que a classificação de uma forma pronominal como pronome reto ou oblíquo não é fixa, depende da função que o pronome exerce na frase. No quadro abaixo, encontram-se as diferentes formas de pronomes pessoais e as funções (sujeito ou complemento) que eles podem exercer.


CASO RETO
Função de sujeito
CASO OBLÍQUO
(Função de complemento)
Grupo 1
Sem preposição
Grupo 2
Com preposição
Singular
eu
me
mim, comigo
tu
você
te
você, se, o/a, lhe
ti, contigo
si, você, consigo
ele / ela
se, o/a, lhe
si, ele/ela, consigo
Plural
nós
nos
nós, conosco
vós
vocês
vos
vocês, se, os/as, lhes
vós convosco
si, vocês, consigo
eles / elas
se, os/as, lhes
si, eles/elas, consigo

Principais empregos dos pronomes pessoais:
  • Pode-se empregar o pronome pessoal “tu” ou os pronomes de tratamento (você, senhor(a), Vossa Excelência...) como 2ªs pessoas do discurso, de acordo com o grau de formalidade da situação.
Nas situações informais, nota-se uma preferência pelo uso do “tu” em algumas regiões do país, em outras a preferência é pelo uso do “você”. A gramática normativa recomenda não se misturar as formas de tratamento: se usarmos “tu”, a concordância será na 2ª pessoa, com “você”, a concordância será na 3ª pessoa. Na linguagem coloquial é comum encontrarmos usos deste tipo.
Exemplos:
Preciso te ver, vou lhe explicar tudo. (2ª pessoa “tu”, concordância na 3ª pessoa) (língua coloquial)
Preciso te ver, vou te explicar tudo. (2ª pessoa “tu”, concordância na 2ª pessoa) (língua culta)
Preciso vê-lo, vou lhe explicar tudo. (2ª pessoa “você”, concordância na 3ª pessoa) (língua culta)
  • Os pronomes pessoais “eu” e “tu” não podem vir antecedidos de preposição, devendo ser substituídos pelos pronomes oblíquos “mim” e “ti”.
As ordens foram dadas a mim e a ti.
Nada acabou entre mim e ti.
  • É recomendável o emprego de “eu” e “tu” (você, o senhor) quando o pronome estiver antecedido por preposição e funcionar como sujeito da oração. Nesse caso o pronome reto é seguido de um verbo no infinitivo.
    O guarda pediu para eu retirar o veículo.
  • Os pronomes ele(s), ela (s), nós e vós serão oblíquos quando empregados como complementos de um verbo e vierem precedidos de preposição.                                                                             A planta da casa foi feita por ele.                                                                                                                                                                 
  • Os pronomes pessoais do caso reto podem se contrair com as preposições “de” e “em”.                     O terno ficou bem nele.                         Eu continuo amigo dela.
  • Se os pronomes pessoais do caso reto ele(s), ela (s) estiverem funcionando como sujeito e houver uma preposição antes deles, não ocorrerá contração.                                                                       Chegou o dia de ele voltar as atividades.                  Esta é a vez de eles pagarem o aluguel.   
  • Chamam-se pronomes reflexivos os pronomes pessoais oblíquos átonos que se referem ao sujeito da oração.                                                                                                                                          Ela se ergueu do sofá.                                          Eu me machuquei na piscina.                                          
  • Os pronomes pessoais oblíquos tônicos si e consigo também são empregados como pronomes pessoais reflexivos e funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa, cujo sujeito também é da 3ª pessoa.                                                                                                                     O vendedor aproximou-se e trouxe consigo as caixas de sapato.                                                   sujeito                       verbos – 3ª pessoa        complemento (pronome pessoal reflexivo)
  • Os pronomes oblíquos nos, vos e se recebem o nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação mútua ou recíproca.                                                                                                           Nós nos ajudamos na época.                                 Os atletas se cumprimentaram.                                
  • Os pronomes pessoais oblíquos o(s), a(s) são substituídos pelas formas lo(s), la(s), respectivamente, quando vêm depois de formas verbais terminadas em -r, -s e -z, as quais perdem estas terminações. Decidiu esperá-lo mais um pouco.                O curso fê-las mais preparadas.                                                 
  • As formas pronominais no(s), na(s) são empregadas após as formas verbais terminadas em -m, -ão, -õe, que não perdem estas terminações.                                                                              Reencontraram-nas em casa.                               Os pais dão-no como aprovado.                             
  • Os pronomes oblíquos lhe(s), quando colocados depois de formas verbais terminadas em -s, não modificam estas formas.                                                                                                                Nós enviamos-lhe a proposta por Sedex.
  • O verbo perde a terminação -s quando vier seguido do pronome oblíquo nos, na 1ª pessoa do plural. 
     Logo tornamo-nos bons amigos. 
  • As formas pronominais oblíquas comigo, contigo, conosco e convosco trazem a preposição com em sua composição e, portanto, funcionam como objetos indiretos.                                                Os documentos estavam comigo.                        As crianças ficaram conosco.                                                                    
  • As expressões com nós e com vós podem ser usadas quando seguidas uma palavra de reforço. (ambos, mesmos, dois...)                                                                                                                  O grupo viajará com nós dois.
  • Os pronomes oblíquos tônicos vêm sempre antecedidos de preposição.                                           O passeio foi feito sem mim.                                Não coube em si de tanta alegria.                      
  • Emprega-se o pronome oblíquo como sujeito quando houver um dos seguintes verbos: deixar, fazer, ouvir, mandar, sentir e ver, seguido de um verbo no infinitivo. Nesse caso o pronome oblíquo será sujeito desse infinitivo.                                                                                  Deixe-me falar com calma.                                                Mandou-me apressar.                             


Pronomes oblíquos na função de objeto
Quando atuam como objeto, alguns pronomes oblíquos têm função sintática fixa (objeto direto ou objeto indireto); outros têm sua função definida pela transitividade do verbo ao qual servem de complemento. Observa:
Grupo  1: o, a, os, as
Funcionam exclusivamente como objeto direto.
Ex: Aqui todos o conhecem muito bem.
                              OD    VTD (Conhecem quem? Ele.)

Grupo  2: lhe, lhes
Funcionam exclusivamente como objeto indireto.
Ex: Todos lhe obedeciam sem vacilar, porque ele era autoritário.
                       OI    VTI (Obedeciam a quem? A ele.)

Grupo  3: Todos os demais oblíquos (me, mim, te, nos, etc)
Variam de função, dependendo do verbo para o qual servem de objeto. Assim:
Objeto direto: Quando relacionados a um VTD (verbo transitivo direto) ou a um VTDI (verbo transitivo direto e indireto)
Ex: Aqui todos nos conhecem muito bem.
                                  OD    VTD (Conhecem quem? Nós.)

Objeto indireto: Quando relacionados a um VTI (verbo transitivo indireto) ou a um VTDI (verbo transitivo direto e indireto)
Ex: Ela nos enviou os documentos.
                 OI    VTDI (enviar alguma coisa a alguém)

Pronomes oblíquos na função  de adjuntos adnominais
Os pronomes que funcionam como adjunto adnominal são: me, te, lhe, nos, vos, lhes.
Os pronomes acima são adjuntos adnominais quando indicarem posse (algo de alguém).
Ex: Quando Clodoaldo morreu, Soraia recebeu-lhe a herança. (a herança dele)
      Roubaram-me os documentos. (os documentos de alguém - meus)

Pronomes oblíquos na função  de  complemento nominal
Os pronomes que funcionam como complemento nominal são: me, te, lhe, nos, vos, lhes.
Os pronomes acima são complementos nominais quando complementarem o sentido de adjetivos, advérbios ou substantivos abstratos. (algo a alguém, não provindo a preposição de um verbo).
Ex: Tenha-me respeito. (respeito a alguém)
                    É-me difícil suportar tanta dor. (difícil a alguém)

 

Parte Integrante do Verbo

Os pronomes parte integrante do verbo são: me, te, se, nos, vos.
São parte integrante de verbo pronominal, aquele que não se conjuga sem o pronome. São exemplos de verbos pronominais: suicidar-se, queixar-se, arrepender-se...
Ex: Queixei-me de Pedro por ter atrapalhado o nosso trabalho.
      Arrependam-se, pecadores!
Partícula Expletiva
Os pronomes que são partículas expletivas, ou partícula de realce são: me, te, se, nos, vos.
Ocorre a partícula de realce com verbo intransitivo, com sujeito claro. Esse pronome pode ser retirado da frase, sem prejuízo de significado.
Ex: João foi-se embora.
      Maria morria-se de ciúmes da cunhada.





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